Devaneios sobre a sexta-feira 13

Hoje é sexta-feira, 13. O dia de não cortar o cabelo (ou um parente morrerá), nem de quebrar um espelho (ou terás sete anos de azar). Nunca entendi a lógica de toda a superstição envolvendo esta data por apenas um motivo: como pode qualquer sexta-feira, conhecida como o dia mais maravilhoso da semana, ser azarada/amaldiçoada? Então, resolvi pesquisar a história por trás do dia que causa pânico em mais de 17 milhões de norte-americanos, segundo o Stress Management Center and Phobia Institute, dos EUA.

A maldição da sexta-feira 13 é, na verdade, o conjunto de duas superstições: uma de que o número 13 é azarado, e outra, que o último dia útil da semana também seria sinistro. O medo pelo numeral 13 teve origem em um mito nórdico. A mitologia conta que em um banquete para 12 deuses, o maldoso Loki apareceu sem ser convidado e causou uma briga que resultou na morte de Balder, deus da alegria. Desde então, o número 13 ficou com fama de carregar maus pressentimentos. Há também a referência bíblica: o traidor Judas foi o 13° convidado da Última Ceia.

O nascimento da péssima reputação da sexta-feira veio também da mitologia nórdica. Quando os nórdicos se converteram para o cristianismo, Frigga, a deusa do amor e da beleza – que deu origem às palavras friday e frigagr, sexta-feira em inglês e escandinavo – foi transformada em bruxa. Sua vingança: se encontrar todas as sexta-feiras com o Satanás e mais 11 feiticeiras, um total de 13 participantes, para rogar pragas contra a humanidade. Sexta-feira é também conhecida como o dia em que Jesus Cristo foi crucificado e o dia em que Eva ofereceu a maçã para Adão. Acredita-se ainda que Abel foi morto por Caim numa sexta-feira 13.

Para se ter uma noção, a crença nesta superstição é tão grande que, nos EUA, o medo desta data supostamente azarada causa em torno de U$800 a U$900 milhões em prejuízos em um único dia, por conta do número significativo de pessoas que não viajam de avião ou deixam de trabalhar normalmente.

Apesar de tudo, para muitos, a sexta-feira 13 é apenas um dia de maratonas de filmes de terror. Para mim, este é o dia de trancar a minha gatinha preta, chamada Olivia Dunham, em casa. Tudo por causa de pessoas que ainda machucam e matam gatos pretos em rituais de magia negra. Estamos em 2015, mas tem gente que ainda está na época de Loki.

Fiquei muito impressionada com tudo isso e tive que compartilhar aqui. O que seria um post sobre filmes de terror para assistir neste dia, se transformou em um post da história dessa superstição. Os devaneios sobre filmes de terror terá que ficar para novembro, quando teremos mais uma sexta-feira 13, a terceira do ano para desespero dos economistas norte-americanos.

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